Concurso Polícia Federal 2018 – Previsões da Seleção


  

Seleção deve ofertar 1.578 vagas para escivão, agente, perito e delegado.

Não é novidade que a expectativa acerca dos concursos da Polícia Federal vem crescendo. Dessa vez, a agitação veio através do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MPDG). Ao que tudo indica, a verba para a realização dos concursos será liberada em breve, já que nos últimos 3 dias do mês de julho o processo de liberação avançou 22 setores dentro do MPOG e se encontra agora na Divisão de Concursos Públicos do ministério.

Serão ofertadas 1.578 vagas, das quais 600 serão para escrivão, 600 para agente, 67 para perito e 491 para o cargo de delegado.

Para todos os cargos é exigido nível superior de escolaridade. As funções de agente e escrivão poderão ser ocupadas por candidatos formados em qualquer área. Para o cargo de delegado é necessário ser bacharel em Direito e possuir comprovadamente três anos de atividade jurídica ou policial, no mínimo. Já para perito é preciso possuir nível superior em determinadas áreas. Além de obedecer a esses requisitos, os candidatos também precisam ter em mãos a CHN na categoria B para ter posse do cargo.

Uma vantagem para os novos trabalhadores será o aumento da remuneração nas categorias. O atual presidente Michel Temer promoveu um reajuste nos vencimentos dos cargos a serem ofertados no próximo concurso.

Até o fim do ano passado agentes e escrivões recebiam inicialmente R$ 9.160,20. Em janeiro desse ano, o valor foi alterado para R$ 11.897,86. Também estão previstos reajustes para 2018 e 2019. No caso das outras funções, de perito e delegado, o salário inicial era de R$ 17.288,85 em dezembro. No começo deste ano o valor subiu para R$ 22.102,37. Nos próximos dois anos também ocorrerão reajustes. Em ambos os casos, a jornada de trabalho semanal será de 40 horas.

Segundo o decreto 8.326, de 10 de outubro de 2014, a Polícia Federal tem autorização para realizar novas seleções com objetivo de compor o quadro sempre que o mesmo se encontrar com pelo menos 5% a menos de servidores.




O próximo certame será realizado com o intuito de preencher mais de 1.500 vagas. Apesar de parecer bastante, a carência de servidores na PF é bem grande. Segundo a Fenapef (Federação Nacional dos Policiais Federais), a organização hoje precisa de aproximadamente 13.300 trabalhadores e a falta de delegados pode chegar a 800 servidores, caso não haja novas seleções em breve, por conta das 400 aposentadorias que estão por vir nos próximos anos. Também precisam ser contratados 1.200 escrivões e 400 papiloscopistas. As maiores urgências da Polícia Federal encontram-se nas funções de agente, com uma defasagem de 6.400 servidores, e na área administrativa, com 5.300 funcionários a menos.

Umas das preocupações principais com o quadro em baixa é a falta de proteção nas fronteiras com outros países e falta de investimento em novas tecnologias, além da impossibilidade de prestar um bom serviço. Há cinco anos nenhuma nova unidade da Polícia Federal foi aberta por não haver pessoal o suficiente.

O último concurso da PF, regido pela Cespe/UnB, aconteceu no ano de 2014, com 600 vagas para agente e mais de 98 mil inscritos. Em 2012 ocorreu ao último certame que selecionou 100 peritos, 150 delegados e 350 escrivões, com mais de 166 mil concorrentes disputando as três funções ao todo. As provas objetivas e discursivas costumam ser aplicadas em todas as capitais do país, mas a prova oral é realizada somente em Brasília.

Normalmente as seleções ocorrem por meio de prova objetiva, prova discursiva, prova oral, análise de títulos, exames de aptidão mental e física, investigação social e avaliação psicológica.

Inicialmente os selecionados são distribuídos entre as fronteiras do país e os estados do Amazonas, Pará, Acre, Amapá, Rondônia, Roraima, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Somente depois disso é que os demais estados são integrados, segundo a necessidade de cada um.

Fabio Santos


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